segunda-feira, 21 de maio de 2012

PRIMEIRA MENSAGEM ÁS RÁDIOS COMUNITÁRIAS


PRIMEIRA CARTA ÁS RÁDIOS COMUNITÁRIAS

Após “ler e reler” dezenas de livros, matérias de jornais, sites e blogs na internet, com temas e assuntos abordando as Rádios Comunitárias, cheguei à seguinte conclusão que: Se a luta, o ativismo, o argumento, a defesa e os Ideais de Radialistas, proprietários de rádios, políticos, escritores e simpatizantes das rádios comunitárias no Brasil, continuarem dentro da mesma “filosofia de luta” que vêm tendo nos últimos 20 anos, todos nós estamos correndo o sério risco de ficar mais 20 ou 30 anos mais, em uma luta por algo que já possuímos, mas que ainda não conseguimos explicar de que maneira queremos usá-lo: a Rádio Comunitária “alternativa” (que a mídia corporativa e perseguidora chama de pirata), com 200, 300 ou 500 Watts de potência.

Ou seja: a Literatura, e os Argumentos “técnicos” de defesa das rádios comunitárias nunca são claros sobre o que realmente quer “o todo”, “a sociedade humana”/ ou os radialistas, que está em torno não só de uma Rádio, ou de uma associação de rádios, ou de todas as associações de rádios, que existem no Brasil.

Quase todos os radialistas, escritores, jornalistas e intelectuais que se preocupam em defender, questionar, refletir, ou simplesmente escrever sobre as rádios comunitárias, se debruçam demasiadamente sobre as questões da lei, da legitimidade, e do direito; se apóiam em intermináveis dados técnicos, estatísticas, e referências bibliográficas; e por fim redundam sempre em “reportar” suas opiniões pessoais, que nem sempre reflete o pensamento do “todo”/ ou das emissoras perseguidas e fechadas, ou sequer se aproxima de imaginar um ideal coletivo, que está latente, no subconsciente, e no desejo materializado de todos nós, que usamos as “rádios alternativas”:(acima de 25 vatts),  de forma comercial, como uma “forma de fugir a exclusão sociocultural” no Brasil, ou da exclusão midiática que impéra no Brasil, principalmente contra o FORRÓ e a cultura nordestina.
A Literatura Sobre as Rádios Comunitárias, e toda a crônica sobre o assunto, traz uma rica e preciosa contribuição para a nossa luta por Concessão de funcionamento e por uma Regulamentação justa, para a causa das Rádios Comunitárias Alternativas.

São mesmo de inestimável valor todos os “Movimentos Libertários pró-Rádio Comunitárias” que existem, não só no Brasil, mas por todo o mundo.
De igual importância, para o nosso “movimento de luta pela liberdade de expressão e trabalho” são as entidades e associações de rádios comunitárias que existem para todo o Brasil.

Porém, desde o início dos anos 90 – quando começou a perseguição e os “fechamentos” das Rádios Comunitárias – até os DIAS ATUAIS: – A Idade das Trevas da Comunicação no Brasil – pouca coisa mudou; nossas vitórias foram insignificantes diante da dimensão e da proporção que tomou as “rádios não-homologadas” tanto em número de emissoras, quanto no número de entidades, associações de defensores.
 Por fim, nossas conquistas de concessão, ou de liberdade de funcionamento, só existiram, para “alguns privilegiados”, ou para alguns proprietários mais sortudos, ou para algumas emissoras, que foram “apadrinhadas”, ou “protegidas” por algum político, OU PELOS “ILUMINADOS” DOMINANTES DA “MATRIX BRASILEIRA”, que escolhe, seleciona, elege, e protege aqueles seus capachos e serviçais, aos quais são dados a missão de: (1)-CORROMPER  POVO BRASILEIRO, (2) -DESVIRTUAR A NOSSA IDÉIA MILENAR, DE MORAL E DE FAMÍLIA, E (3)-DESTRUIR A NOSSA CONSCIENCIA DE PÁTRIA E NAÇÃO SOBERANA, COM SEUS CANAIS DE TELEVISÃO, SUAS EMISSÕRAS DE RÁDIO, SEUS JORNAIS, SEUS PARTIDOS POLÍTICOS, SEU SISTEMA RELIGIOSO, SUAS CULTURAS OU SUAS SOCIEDADES CULTURAIS, E SEUS TIMES DE FUTEBOL, QUE COBRA PESADO DÍZIMO Á MILHÕES DE BRASILEIROS,- TOTALMENTE ALIENADOS, ABDUZIDOS, E ALHEIOS AOS PROBLEMAS SOCIAIS DO BRASIL.

Há uma estagnação ideológica que é resultada da persistente vontade coletiva dos personagens que já manifestaram seus pensamentos, em associar ou posicionar o “veiculo rádio comunitária” apenas e somente, ao campo das “causas sociais”,
“atividades sociais”, “atividades comunitárias”, “atividades sem fins lucrativos”, “caráter não comercial”, etc. ressaltando e supervalorizando o “Campo Social”, ou “O Social” como bandeira de trabalho das rádios comunitárias, em detrimento, e real prejuízo ideológico ao “Campo Religioso” tão necessário para a formação moral e espiritual, e também ao “Campo Cultural”, tão imprescindível na consolidação do ensino cívico, moral, patriotário, e cultural, ao ser a base de formação de todas as comunidades, sociedades, povos, países, e civilizações da terra.

Esta Primeira Carta ás Rádios Comunitárias Alternativas não deve jamais ser confundido como uma “crítica”, ou como uma “oposição sistemática” aos trabalhos de “legalização social” e aos movimentos ativistas anteriores pela legalização das rádios comunitárias.

Esta Carta, tampouco vem questionar, qualquer defesa, crônica, matéria jornalística, tese, livros, etc. que tenha sido escrito em defesa das rádios comunitárias, sob qualquer campo de argumentação: religioso, social, cultural, político, e “comunitário”.

Quero, porém, deixar claro e patente: esta Carta, além de vir somar-se aos trabalhos literários, já escritos, e além de reforçar as muitas argumentações em torno da liberdade de trabalho das rádios comunitárias, vem também mostrar uma nova idéia, e um novo campo de batalha: o Culturalismo, como uma nova Alternativa Ideológica, para inspirar a luta pelas “causas sociais” em todos os campos da atividade humana.

Considerem as argumentações desta primeira carta, como uma defesa das rádios comunitárias alternativas inspirada nos ideais das Sociedades Culturais (sertanejos, forrozeiros, etc.) dentro do Universo Culturalista, que desenvolvi, como estudo ou teoria :
 A TEORIA DO CULTURALISMO IDEOLÓGICO.

Esta carta propoe a regularização e a liberdade de trabalho para as rádios comunitárias dentro dos ideais culturalistas, que por sua ótica, permite identificar as “lutas libertárias” de forma clara, precisa, e direcionada aos seus ideais, dentro do “Sistema social do Brasil.

Sendo assim, fica estabelecido que esta carta busca propor, ou inspirar soluções justas para “o todo” a “coletividade humana” em torno das rádios comunitárias, desde as causas sociais, quanto as causas religiosas, ou “culturais”, segundo o Culturalismo.

Deixo claro, que esta carta – embora seja inspirada (ou venha a se inspirar) nos Ideais Tribalistas – não se remete a ser “uma voz” unilateral dos anseios tribalistas, pois os ideais de “justiça tribalista” se estendem a todos os povos oprimidos da terra.
...Até para os povos não tribalistas oprimidos…(caso existam…)

Eu acredito plenamente que, para o governo federal, para a agência nacional de telecomunicações (ANATEL), e para as Emissoras “oficias” que nos persegue, o que menos importa para “eles” é a “questão da lei”.

Eu acredito em uma subterrânea “conspiração” de uma parte da sociedade trabalhando ou “tramando” nos bastidores da sociedade, para que não haja uma revisão da atual lei ou para que não se faça uma “nova lei” para as “rádios comunitárias”, e para as rádios alternativas... as nossas “piratas”.

Eu acredito que o “grande problema” que representamos para eles, é : 1- A exposição das nossas Culturas, 2- Uma possível ascensão do povo ao Rádio e a TV, podendo ter vóz e tendo condições de questionar o sistema, para informar para o povo o que realmente precisa saber, e, 3- Termos o poder de denunciar para todos o quanto estamos sendo manipulados, enganados ,e corrompidos na nossa Moral, na nossa Fé cristã, e no nosso Sentimento de Patriotismo e Brasilidade.

Eu acredito ainda mais:
Se tal situação persistir, a nossa sociedade corre risco de “rachar-se ao meio”.
Poderemos ter no futuro uma sociedade dividida entre:
(1) Os que apóiam as rádios rádios “oficiais” que perseguam as rádios  comunitárias;
(2) Os que apóiam as rádios nossas comunitárias.
(3) os opressôres,-que manipula o povo, e são a favor desse sistema racista, separatista, conterranofobico, cristanofobico, covarde, e decadente
(4) os oprimidos, -que são tratados como gado humano- e são contra esse sistama opressor, segregacionista, e cerceador dos direitos sociais, culturais , e raciais do nosso POVO BRASILEIRO. 

A “Mídia Corporativa” tirânica, e usurpadora dos nossos direitos, usa o seu suposto poder de CONTROLE TOTAL DA MÍDIA, OU DAS TELECOMUNICAÇÕES, para forçar o Governo Federal, a não nos dar uma Lei Justa, ou Concessões,  e nos tratar como bandidos, terroristas e “derrubadores de aviões”. 

Imaginem se resolver mos contra-atacar?
Se usássemos toda a nossa teórica  “Rede Alternativa de Rádio Comunitária” para pedir ou orientar os nossos mais de cem milhões de ouvintes (ou mais) para que não comprem, ou consumam produtos ligados, ou expostos somente na tal “Mídia corporativa perseguidora”.
Imaginem se boicotarmos produtos e idéias que banca, apóia,e fortalece essas “Emissoras perseguidoras” ?
Imaginem se boicotarmos seus Jogos de  Futebol, Suas Novelas, seus Produtos, seus Comerciais, seus Programas de Rádio e TV, suas Transmissões “esportivas”, seus Artistas ou os Políticos que as apóiam?
Imaginem esse quadro de “CONFRONTO IDEOLÓGICO”, cultural, comercial, e até social, entre brasileiros que são simpatizantes das “rádios oficiais”, e brasileiros simpatizantes das rádios comunitárias:
Uma disputa que no futuro só trará discórdias culturais por toda a sociedade e para o corpo social do Brasil...
…Mas quem vencerá no fim, será o povo.
Pois se eles- OS OPRESSÔRES,- detêm a “oligarquia das telecomunicações” e o Poder de Alienar e Abduzir o Povo com suas Midias Decadentes , nós: O POVO, O povo brasileiro,temos o poder que Deus nos deu: O LIVRE ARBÍTRIO, A FACULDADE DE PENSAR, DE RACIOCINAR, E DE ESCOLHER. 
…E O Povo nunca vai escolher a tirania, a opressão e a injustiça.
E eles nunca vencerão o povo.
O patriótico povo Brasileiro, De todas as culturas:
A CULTURA SERTANEJA
A CULTURA AFRO-BRASILEIRA
A CULTURA HIP-HOP
A CULTURA GOSPEL
A CULTURA ARIANA
A CULTURA NORDESTINA
A CULTURA RASTAFFARI…etc.


Lucio - X
O Poeta do Conterranismo

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