PRIMEIRA CARTA ÁS RÁDIOS COMUNITÁRIAS
Após “ler e
reler” dezenas de livros, matérias de jornais, sites e blogs na internet, com
temas e assuntos abordando as Rádios Comunitárias, cheguei à seguinte conclusão que: Se a luta, o ativismo, o argumento, a defesa
e os Ideais de Radialistas, proprietários de rádios, políticos, escritores e
simpatizantes das rádios comunitárias no Brasil, continuarem dentro da mesma “filosofia
de luta” que vêm tendo nos últimos 20 anos, todos nós estamos correndo o sério
risco de ficar mais 20 ou 30 anos mais, em uma luta por algo que já possuímos,
mas que ainda não conseguimos explicar de que maneira queremos usá-lo: a Rádio
Comunitária “alternativa” (que a mídia corporativa e perseguidora chama de
pirata), com 200, 300 ou 500 Watts de potência.
Ou seja: a
Literatura, e os Argumentos “técnicos” de defesa das rádios comunitárias nunca
são claros sobre o que realmente quer “o
todo”, “a sociedade humana”/ ou os radialistas, que está em torno não só de
uma Rádio, ou de uma associação de
rádios, ou de todas as associações
de rádios, que existem no Brasil.
Quase todos
os radialistas, escritores, jornalistas e intelectuais que se preocupam em defender, questionar, refletir, ou
simplesmente escrever sobre as rádios comunitárias, se debruçam
demasiadamente sobre as questões da lei, da legitimidade, e do direito; se
apóiam em intermináveis dados técnicos, estatísticas, e referências
bibliográficas; e por fim redundam sempre em “reportar” suas opiniões pessoais,
que nem sempre reflete o pensamento do “todo”/ ou das emissoras perseguidas e
fechadas, ou sequer se aproxima de imaginar um ideal coletivo, que está latente,
no subconsciente, e no desejo materializado de todos nós, que usamos as “rádios alternativas”:(acima de 25
vatts), de forma comercial, como uma “forma
de fugir a exclusão sociocultural” no Brasil, ou da exclusão midiática que
impéra no Brasil, principalmente contra o FORRÓ e a cultura nordestina.
A Literatura Sobre as
Rádios Comunitárias,
e toda a crônica sobre o assunto, traz uma rica e preciosa contribuição para a
nossa luta por Concessão de
funcionamento e por uma Regulamentação
justa, para a causa das Rádios Comunitárias Alternativas.
São mesmo
de inestimável valor todos os “Movimentos
Libertários pró-Rádio Comunitárias” que existem, não só no Brasil, mas por
todo o mundo.
De igual
importância, para o nosso “movimento de
luta pela liberdade de expressão e
trabalho” são as entidades e associações
de rádios comunitárias que existem para todo o Brasil.
Porém,
desde o início dos anos 90 – quando começou a perseguição e os “fechamentos”
das Rádios Comunitárias – até os DIAS ATUAIS: – A Idade das Trevas da Comunicação no Brasil – pouca coisa mudou; nossas vitórias foram
insignificantes diante da dimensão e da proporção que tomou as “rádios não-homologadas” tanto em
número de emissoras, quanto no número de entidades, associações de defensores.
Por fim, nossas conquistas de concessão, ou de liberdade de funcionamento, só
existiram, para “alguns privilegiados”,
ou para alguns proprietários mais sortudos, ou para algumas emissoras, que
foram “apadrinhadas”, ou
“protegidas” por algum político, OU PELOS “ILUMINADOS”
DOMINANTES DA “MATRIX BRASILEIRA”, que escolhe, seleciona, elege, e
protege aqueles seus capachos e serviçais, aos quais são dados a missão de:
(1)-CORROMPER
POVO BRASILEIRO, (2) -DESVIRTUAR A NOSSA IDÉIA MILENAR, DE MORAL E DE FAMÍLIA, E (3)-DESTRUIR A NOSSA
CONSCIENCIA DE PÁTRIA E NAÇÃO SOBERANA, COM SEUS CANAIS DE TELEVISÃO, SUAS
EMISSÕRAS DE RÁDIO, SEUS JORNAIS, SEUS PARTIDOS POLÍTICOS, SEU SISTEMA
RELIGIOSO, SUAS CULTURAS OU SUAS SOCIEDADES CULTURAIS, E SEUS TIMES DE FUTEBOL,
QUE COBRA PESADO DÍZIMO Á MILHÕES DE BRASILEIROS,- TOTALMENTE ALIENADOS,
ABDUZIDOS, E ALHEIOS AOS PROBLEMAS SOCIAIS DO BRASIL.
Há uma
estagnação ideológica que é resultada da persistente vontade coletiva dos personagens que já manifestaram seus
pensamentos, em associar ou posicionar o
“veiculo rádio comunitária” apenas e somente, ao campo das “causas sociais”,
“atividades sociais”, “atividades
comunitárias”, “atividades sem fins lucrativos”, “caráter não comercial”, etc. ressaltando e
supervalorizando o “Campo Social”, ou “O Social” como bandeira de trabalho
das rádios comunitárias, em
detrimento, e real prejuízo ideológico
ao “Campo
Religioso” tão necessário para a formação moral e espiritual, e
também ao “Campo
Cultural”, tão imprescindível na consolidação do ensino cívico,
moral, patriotário, e cultural, ao ser a base
de formação de todas as comunidades, sociedades, povos, países, e
civilizações da terra.
Esta Primeira Carta ás Rádios Comunitárias Alternativas não deve jamais ser confundido como
uma “crítica”, ou como uma “oposição sistemática” aos trabalhos de
“legalização social” e aos movimentos ativistas anteriores pela legalização das
rádios comunitárias.
Esta Carta, tampouco vem questionar, qualquer defesa, crônica, matéria
jornalística, tese, livros, etc. que tenha sido escrito em defesa das rádios
comunitárias, sob qualquer campo de argumentação: religioso, social, cultural,
político, e “comunitário”.
Quero,
porém, deixar claro e patente: esta
Carta, além de vir somar-se aos trabalhos literários, já escritos, e além
de reforçar as muitas argumentações em torno da liberdade de trabalho das
rádios comunitárias, vem também mostrar uma nova idéia, e um novo campo de batalha: o Culturalismo,
como uma nova Alternativa Ideológica, para inspirar a luta pelas “causas sociais” em todos os campos da
atividade humana.
Considerem as argumentações desta
primeira carta, como uma defesa das rádios comunitárias alternativas inspirada
nos ideais das Sociedades Culturais (sertanejos, forrozeiros, etc.) dentro
do Universo Culturalista, que desenvolvi, como estudo ou teoria :
A TEORIA DO CULTURALISMO IDEOLÓGICO.
Esta carta
propoe a regularização e a liberdade de trabalho para as rádios comunitárias dentro dos ideais culturalistas, que
por sua ótica, permite identificar as “lutas libertárias” de forma clara,
precisa, e direcionada aos seus ideais, dentro do “Sistema social do Brasil.
Sendo assim, fica estabelecido que
esta carta busca propor, ou inspirar soluções justas para “o todo” a “coletividade humana” em torno das rádios comunitárias, desde
as causas sociais, quanto as causas religiosas, ou “culturais”, segundo o Culturalismo.
Deixo claro, que esta carta – embora
seja inspirada (ou venha a se inspirar) nos Ideais Tribalistas – não se remete
a ser “uma voz”
unilateral dos anseios tribalistas, pois os ideais de “justiça tribalista” se
estendem a todos os povos oprimidos da terra.
...Até para
os povos não tribalistas oprimidos…(caso existam…)
Eu acredito
plenamente que, para o governo federal, para a agência nacional de
telecomunicações (ANATEL), e para as Emissoras “oficias” que nos persegue, o
que menos importa para “eles” é a “questão da lei”.
Eu acredito
em uma subterrânea “conspiração” de uma parte da sociedade trabalhando ou
“tramando” nos bastidores da sociedade, para que não haja uma revisão da atual
lei ou para que não se faça uma “nova lei” para as “rádios comunitárias”, e
para as rádios alternativas... as nossas “piratas”.
Eu acredito
que o “grande problema” que representamos para eles, é : 1- A exposição das
nossas Culturas, 2- Uma possível ascensão do povo ao Rádio e a TV, podendo ter
vóz e tendo condições de questionar o sistema, para informar para o povo o que
realmente precisa saber, e, 3- Termos o poder de denunciar para todos o quanto
estamos sendo manipulados, enganados ,e corrompidos na nossa Moral, na nossa Fé
cristã, e no nosso Sentimento de Patriotismo e Brasilidade.
Eu acredito
ainda mais:
Se tal
situação persistir, a nossa sociedade corre risco de “rachar-se ao meio”.
Poderemos
ter no futuro uma sociedade dividida entre:
(1) Os que apóiam as
rádios rádios “oficiais” que perseguam as rádios comunitárias;
(2) Os que apóiam as
rádios nossas comunitárias.
(3) os opressôres,-que
manipula o povo, e são a favor desse sistema racista, separatista, conterranofobico,
cristanofobico, covarde, e decadente
(4) os oprimidos, -que são
tratados como gado humano- e são contra esse sistama opressor, segregacionista,
e cerceador dos direitos sociais, culturais , e raciais do nosso POVO
BRASILEIRO.
A “Mídia Corporativa” tirânica, e
usurpadora dos nossos direitos, usa o seu suposto poder de CONTROLE TOTAL DA MÍDIA, OU DAS TELECOMUNICAÇÕES, para forçar o Governo Federal, a
não nos dar uma Lei Justa, ou Concessões,
e nos tratar como bandidos, terroristas e “derrubadores de aviões”.
Imaginem se resolver mos
contra-atacar?
Se usássemos toda a nossa
teórica “Rede Alternativa de Rádio Comunitária”
para pedir ou orientar os nossos mais de cem milhões de ouvintes (ou mais) para
que não comprem, ou consumam produtos ligados, ou expostos somente na tal “Mídia
corporativa perseguidora”.
Imaginem se boicotarmos produtos e
idéias que banca, apóia,e fortalece essas “Emissoras perseguidoras” ?
Imaginem se boicotarmos seus Jogos
de Futebol, Suas Novelas, seus Produtos,
seus Comerciais, seus Programas de Rádio e TV, suas Transmissões “esportivas”,
seus Artistas ou os Políticos que as apóiam?
Imaginem
esse quadro de “CONFRONTO
IDEOLÓGICO”, cultural, comercial, e até social, entre brasileiros
que são simpatizantes das “rádios oficiais”, e brasileiros simpatizantes das
rádios comunitárias:
Uma disputa que no futuro só trará
discórdias culturais por toda a sociedade e para o corpo social do Brasil...
…Mas quem
vencerá no fim, será o povo.
Pois se
eles- OS OPRESSÔRES,- detêm a “oligarquia das
telecomunicações” e o Poder de Alienar e Abduzir o Povo com suas Midias Decadentes , nós: O POVO, O povo brasileiro,temos o poder que Deus nos
deu: O LIVRE
ARBÍTRIO, A FACULDADE DE PENSAR, DE RACIOCINAR, E DE ESCOLHER.
…E O Povo
nunca vai escolher a tirania, a opressão e a injustiça.
E eles
nunca vencerão o povo.
O
patriótico povo Brasileiro, De todas as culturas:
A CULTURA
SERTANEJA
A CULTURA
AFRO-BRASILEIRA
A CULTURA
HIP-HOP
A CULTURA
GOSPEL
A CULTURA
ARIANA
A CULTURA
NORDESTINA
A CULTURA
RASTAFFARI…etc.
Lucio - X
O Poeta do
Conterranismo
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